ENCONTRO: Especialistas em Turismo Religioso participam de Fórum em Aparecida
Evento mostrou tendências e propôs ações para o trade.
Texto: Marcos Ivan de Carvalho
O Salão do Grand Hotel Presidente Wenceslau, na Estância Turística de Aparecida, SP, recebeu, em 30 de março, especialistas no segmento religioso do turismo para uma conversa sobre “O turismo religioso no Brasil e o papel do Observatório Nacional do Turismo”.
O evento teve a fala inicial de Fábio Elache, CEO do meio de hospedagem e presidente do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo de Aparecida, com as boas-vindas aos convidados e participantes.
Sidnésio Moura (01), integrante do Fórum Nacional do Turismo, discorreu sobre as disparidades ainda existentes no plano das estatísticas do fluxo de turistas aos destinos finais, sinalizou com possíveis mudanças reais a serem implantadas e como resultarão, ao final, no perfil mais próximo do ideal, naturalmente reposicionando esse segmento do trade num patamar de efetiva contribuição à economia brasileira.
Sandro Capadócia (02), presidente do Observatório Internacional do Turismo Religioso Laico no Brasil e na América Latina, focou sua fala na necessária interpretação do turismo laico, contemplando a autenticidade de todas as expressões religiosas, além do catolicismo. Segundo o especialista, a isonomia na promoção do turismo religioso é a chave de se obter a mais ampla inserção no mercado.
Para Rosane Lucas (03), reitora da Universidade Unicon/RJ e Embaixadora do Turismo no Rio de Janeiro, especialista em concierge (“a arte de servir com paixão”), o termo empatia precisa urgentemente ser redefinido. É importante as pessoas do atendimento no trade turístico de modo geral, não só religioso, estarem atentas para entenderem a dor, a necessidade de quem precisa de atendimento. Acima de tudo, é preciso exercitar, constantemente, a gratidão e estar pronto para a prestação de serviços aparentemente “desnecessários” ou não percebidos anteriormente.
Gustavo Brito (04), bacharel em Turismo e Lazer, mestrando em Turismo pela USP – Universidade de São Paulo, conduziu a reflexões sobre o real envolvimento dos profissionais do trade e sua capacidade de atendimento ao turista religioso. Para ele, o uso de conhecimentos e profissionais técnicos do trade é imprescindível à obtenção de resultados ideais. Destacou a possibilidade de se estabelecer convênios com a Universidade para a consultoria na elaboração de Planos Diretores de Turismo ou em demandas específicas dos municipais ou entidades. O custo é bem mais baixo e os resultados mais assertivos, considerando-se o conhecimento técnico dos acadêmicos.
O superintende da Turiscon-RJ Thiago Garcia (05), fez breve explanação sobre a importância de o trade se alinhar quanto à oferta e entrega de serviços e produtos e como isso afeta, positivamente, nos resultados desejados. Os números apontam evolução ideal quando há a constatação de menos reclamações e mais soluções.
Segundo Paulo Fernandes (06), empresário do modal de transportes aéreos, a "constituição de cooperativas entre os players existentes em cada destino é imprescindível para a realização de viagens com grupos fechados, com menor custo operacional". Por meio do cooperativismo, nesse caso necessário de acontecer em vias de mão dupla (ida e volta), a venda de bilhetes aéreos reduz em muito os custos operacionais.
João Gilberto de Oliveira (07), idealizador da antiga Romaria dos Profissionais de Turismo a Aparecida, hoje denominada Congresso dos Profissionais de Turismo, realizada na Estância, por suas iniciativas no trade, foi homenageado por Sidnésio Moura com a entrega do Troféu "São João Paulo II", diploma e uma palma em artesanato paraibano.
Durante o encontro alguns participantes apresentaram questionamentos ou sugestões, promovendo interação e esclarecimentos.



