CULTURA: Em Pindamonhangaba, a arte das pipas gigantes

Jovem de Pindamonhangaba monta pipas para ajudar em casa e tem mais de 30 mil seguidores

TEXTO: Marcos Ivan

FOTOS: Edna Maischberger

Há mais de 6 anos o jovem desenvolve a arte de construir pipas, com habilidade e talento em pesquisar imagens, reproduzindo-as em papel de seda, para personalizar suas já conhecidas pipas tamanho “grandão”. Exatamente 1,30m de comprimento, cada uma.

Das nossas caminhadas diárias, sem pressa e com a conexão de conversarmos sobre amenidades, paginadas com ideias de nosso cotidiano profissional, encontramos um varal estendido entre uma árvore e uma palmeira, no Parque das Palmeiras, em Pindamonhangaba.

Nesse varal, enormes pipas com desenhos muito bem feitos por meio de papel recortado sobre uma base de papel de seda.

Uma bike, descansada num canto de sombra e, agachado ao chão, um jovem montando mais uma “pipona”. O que levaria um jovem a estar ali, expondo e vendendo pipas, em pleno tempo de férias?

Puxamos conversa e ficamos sabendo que Erick, de 21 anos de idade, fabrica pipas há bom tempo. Tem um grupo de seguidores no Instagram e atende pedidos para pipas personalizadas, inclusive para empresas trabalharem seu marketing.

“Uma que dá muito trabalho é com o distintivo do Corinthians, mas fica legal”, explica o rapaz, enquanto instala uma vareta de bambu para depois montar o cabresto de mais um exemplar.

Vendendo cada pipa gigante ao preço médio de R$30, Erick nos disse que ao final do dia consegue levar alguma mistura para casa, ajudando a mãe a cuidar da famíia, e ainda consegue repor o material utilizado para fazer esse tipo de artesanato.

Erick recomenda: para soltar pipas é preciso escolher um local onde não exista o risco de acidentes com fiação elétrica e nem precisar estar correndo no meio da rua.

Nunca utilizar linhas com cerol, ou a chamada linha "chilena", pois podem causar até acidentes fatais.

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Aproveite para ser um dos mais de 30 mil seguidores desse jovem artesão.

“A arte de fazer pipas no Brasil une tradição e habilidade manual, utilizando varetas de bambu ou fibra, papel de seda e linha. Transformada em expressão cultural popular, a prática envolve o "eolismo" e exige técnicas precisas de aerodinâmica e amarração do cabresto para garantir o voo” (Recorte de texto em vídeo da Câmara dos Deputados).

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