EVENTO: 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas aconteceu em SP
TEXTO: Marcos Ivan
FOTO: Creditada
Na última quinta-feira, 13 de agosto, a capital paulista transformou-se no ponto centro do debate sobre o futuro do turismo de experiência no continente.
O 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, sediado no WTC Events Center, reuniu autoridades ministeriais, delegações de sete países e os principais nomes do setor privado para traçar estratégias que integrem a produção de vinhos e a culinária regional como eixos de crescimento econômico e sustentável.
A abertura oficial foi marcada pela defesa enfática do setor como gerador de empregos e inclusão social.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que o enoturismo deixou de ser um nicho isolado, consolidando-se como uma potência econômica nacional. Em complemento, Heitor Kadri, diretor do escritório da ONU Turismo nas Américas, ressaltou que produtos como o vinho, o café, o queijo e o cacau funcionam como verdadeiras âncoras para criar vivências únicas e valorizar destinos em expansão, citando o avanço das rotas de São Paulo e de outros estados.
Manuais globais e a força de São Paulo
O encontro também serviu de palco para anúncios práticos que ditarão as regras do mercado nos próximos anos.
A ONU Turismo lançou oficialmente a publicação “Good Practices in the Development of Gastronomy Tourism”, um manual de boas práticas focado em internacionalizar e estruturar o turismo gastronômico global.
Na sequência, painéis debateram o protagonismo de São Paulo como a capital gastronômica da América Latina e a integração das rotas do Mercosul, conectando a consolidada tradição gaúcha a roteiros na Argentina, Uruguai e Chile.
O encerramento do fórum reforçou a importância do trabalho conjunto entre governos e a iniciativa privada. Com a apresentação do Guia ADEGA de Rotas de Vinhos das Américas — que mapeia 190 destinos fundamentais do continente — o evento estabeleceu uma plataforma permanente de cooperação, provando que o sabor e a identidade de um povo são, acima de tudo, ferramentas de transformação socioeconômica.








